Mostrando postagens com marcador Copacabana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copacabana. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dona Emília

Durmo muito tarde. Acordo invariavelmente atrasada. A porta tem duas fechaduras. Na primeira, duas voltas para a direita. Razoável. Na segunda, cinco voltas para a esquerda. É que, em Belo Horizonte, todas as janelas têm grade.

Minha vizinha, Dona Emília, escuta a sinfonia das chaves. E corre a me contar que gastou meia hora entre a portaria do prédio e a padaria, logo em frente. A sobrinha também gosta de dormir até tarde.

E eu só tenho tempo de dizer:
- Bom dia, Dona Emília...
- É mesmo, Dona Emília?
- Mas não pode, Dona Emília!
- Então tchau, Dona Emília...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Copacabana me acorda

Copacabana me acordou hoje de madrugada. Não foi a briga dos vizinhos no prédio que me lembra o Maletta. A briga realmente me tirou de um sono tênue, que custou a vir, como sempre foram todas as noites de domingo para segunda.

Mas não. Nelson está doente e grita. A amante/amiga/companheira de quarto, para aplacar a dor do outro, grita ainda mais alto. Ela, claro, na agudez de sua voz feminina, se faz ouvir mais que o pobre. Vizinho do apartamento acima, com toda a sensibilidade e delicadeza, faz uso do cabo de vassoura. E bate na parede errada. Enquanto isso, nossos dois protagonistas concordam em uma coisa: ambos amaldiçoam a maldita doença.

Copacabana me acorda, me deixa alerta. Me tira de uma alienação confortável de vizinhança classe média. Onde mora a tradicional família mineira.

Copacabana me lembra da velhice, da doença, da homossexualidade, da prostituição, do exílio. De todos os apartamentos quarto-e-sala de todos os edifícios de 1950 e de todos os que dormem debaixo de suas marquises. E da solidão de todos nós.

sábado, 28 de março de 2009

Castelo de areia

Para quem pergunta onde moro: procure o castelo de areia mais bonito da praia.